quarta-feira, 4 de julho de 2018

ELES SEGUIRAM A ESTRELA


ELES SEGUIRAM A ESTRELA
Inspirado na Bíblia Sagrada

Adaptação: Marcondys França


PERSONAGENS:
NARRADOR
MARIA
JOSÉ
ANJO
GASPAR
BERCHIOR
BALTAZAR


NARRADOR:
- Há dois mil e nove anos aconteceu algo maravilhoso que mudou a rumo da humanidade. Deus, que é pai, enviou seu único filho para que o mundo fosse salvo. E aconteceu assim... (Entra Maria) Maria era uma jovem muito simples que vivia em uma cidade chamada Nazaré. Sempre procurava fazer a vontade Deus. Um dia estava rezando em sua casa e percebeu uma visita inesperada de um anjo.

ANJO:
- Maria não temas, porque o senhor é contigo e achaste graças diante de Deus.

NARRADOR:
- Maria ficou confusa com as palavras do anjo e pensou: O que será isso? Então o anjo lhe disse...

ANJO:
- Eis que em teu ventre conceberás e darás a luz á um filho, e darás o nome de Jesus. Ele virá para trazer paz, amor e vida aos homens de boa vontade e fé.

MARIA:
- Como isso é possível. Visto que não vivo com homem algum?

NARRADOR:
- E, respondendo o anjo, disse-lhe:

ANJO:
- Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do altíssimo irá te cobrir com sua sombra; e a criança que de ti há de nascer, será chamada filho de Deus.

MARIA:
- Eis que está aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.

NARRADOR:
- O anjo se afastou e deixou Maria com muita paz. Algum tempo se passou até que Maria contou a josé as boas novas porém ele confuso decidiu abandoná-la. Mas eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e disse-lhe...

ANJO:
- José filho Davi, não temas em receber a Maria, tua mulher, porque a criança que nela é gerada é obra do Espírito Santo, darás luz um filho e o chamarás de Jesus; porque ele salvará o mundo dos seus pecados.

NARRADOR:
- E José despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, recebeu Maria como esposa. Passando os noves meses quando já estava na hora do menino Jesus nascer, José, esposo de Maria, resolveu procurar um lugar para acolher o menino. E em Belém o único lugar que encontraram foi uma gruta, um lugar onde os animais comiam e dormiam.

MARIA:
- José... É chagada a hora do menino nascer.

JOSÉ:
- Aqui Maria ele estará seguro e aquecido por nós e os animais.

NARRADOR:
- Neste momento apareceu no céu uma estrela muito grande e bem clara que anunciava o nascimento do menino Jesus, Filho de Deus, e indicava aos reis magos onde encontrar Jesus.

GASPAR:
- Sou Gaspar. Eu trouxe ouro, a riqueza do mundo.

BERCHIOR:
- Sou Berchior. Eu trouxe mirra, para perfumar o mundo.

BALTAZAR:
- Sou Baltazar. Eu trouxe incenso para purificação e paz do mundo.

CORAL

NARRADOR:
- Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade! É natal. Devemos recebê-lo com amor, carinho e solidariedade... Que a luz, a paz e a sabedoria cheguem a todos os lares.
Desejamos a todos um feliz natal! Que Deus abençoe a todos nós.

F I M

VAMOS BRINCAR DE QUE?


Personagens:
BRANCA             
MORENO
ATO ÚNICO

Branca e Moreno são duas crianças entre sete e dez anos. No centro do palco há um baú ou uma caixa cheia de brinquedos. Branca entre em cena segurando uma boneca de pano. Parece impaciente.

BRANCA: 
- Há! Assim não dá. A cada tá ficando mais difícil ser criança! Que chato! Olha... Tenho um monte de brinquedos, mais não tenho quem brinque comigo. Olha só... Hoje liguei pra Bia, pra Lu, pra Aninha, pra Tuca... E  nada. Uma tem que ir ao cabelereiro... Cabelereiro?! Só o que faltava. Criança no cabelereiro! A outra ia ao shopping... É o cúmulo do absurdo. Uma criança deixar de brincar, pra fazer coisas que deveriam ser de adultos. Claro que eu podia chamar o Moreno, se não fosse um viciado em tecnologia, só quer saber desses jogos eletrônicos. Ah, puxa vida! Que adianta tantos brinquedos se não tenho com quem brincar?

MORENO: 
- Caraca! Tô chegando no terceiro estágio. Irado!

BRANCA: 
- Moreno... 
      


MORENO: 
- Peraí...

BRANCA: 
- Que saco! Estou falando com você.

MORENO: 
- Tá vendo? Por causa de você perdi. Tenho que começar tudo de novo.

BRANCA: 
- Ah! É que eu queria muito brincar.

MORENO: 
- Então brinca, horas!

BRANCA: 
- Então brinca comigo.

MORENO: 
- Está me estranhando?

BRANCA: 
- É que brincar sozinha não tem graça.

MORENO: 
- Estou brincando sozinho.

BRANCA: 
- Por isso que você é sem graça.
    
MORENO: 
- Tá com dor de cotovelo... Pois eu estou me divertindo pra caramba.



BRANCA: 
- Ah, moreno... Brinca comigo, vai...
MORENO: 
- Só se for um de cada vez.

BRANCA: 
- Não quero brincar com esse game boy.   
        
MORENO: 
- É uma pena. Não sabe o que está perdendo.

BRANCA: 
- Tenho outra ideia.

MORENO: 
- Ih! Meninas com ideias...

BRANCA: 
- Podemos brincar de outra coisa.

MORENO: 
- Vamos brincar de que?

BRANCA: 
- Tá vendo aquele baú? 
      
MORENO: 
- Tô.

BRANCA: 
- Vem cá. Olha... Tem um monte de brinquedos.

MORENO: 
- Para ô! Acha mesmo que vou brincar de brinquedo.



BRANCA: 
- Por que não?


MORENO: 
- Isso é coisa de criancinha.

BRANCA: 
- Bobagem sua.

MORENO: 
- Que coisa mais antiga.

BRANCA: 
- Sabia que brincar faz bem? E brincar de brinquedos estimula a criatividade.

MORENO: 
- Prefiro meu X-box.

BRANCA: 
- Não sabe o que está perdendo. A minha mãe me disse, que quando criança, ela e os amigos dela, brincavam de um monte de brincadeiras legais. Pena que estão sendo esquecidas.

MORENO: 
- Que tipo de brincadeira? Se eram... Tão legais... Por que estão sendo esquecidas?

BRANCA: 
- Por que hoje as crianças já não têm mais tanto espaço para brincar. Sabe Moreno, vivemos trancados em pequenos espaços e por causa dessa violência já não podemos mais brincar na rua.
                      

MORENO: 
- Tai! Minha mãe não deixa eu brincar na rua.

BRANCA: 
- Minha mãe me contou que quando ela era criança brincava muito com seus amigos na rua, e era muito bom, tinha um monte de brincadeiras que faziam, se divertiam pra caramba.  
     
MORENO: 
- Então deviam ter muitos brinquedos.

BRANCA: 
- Nem sempre. E por isso inventavam.

MORENO: 
- Inventavam?

BRANCA: 
- É... Criavam suas próprias brincadeiras e seus brinquedos. Vem cá... Chega mais perto. Olha bem pra esse baú... Tá vendo? Tá cheio de brinquedos da época dos meus pais.

MORENO: 
- Parece um monte de bugigangas!

BRANCA: 
- Só parecem. Mas são na verdade um tesouro muito raro.

MORENO: 
- Não sei por que?!


BRANCA: 
- Por que neste baú se encontra a magia do brincar.


MORENO: 
- Por que a magia do brincar?

BRANCA: 
- Por que a matéria prima destes brinquedos é a criatividade.

MORENO: 
- Nossa! Um pião.

BRANCA: 
- É um pião. Até prece que nunca viu. 
       
MORENO: 
- Assim de perto não.

BRANCA: 
- Quer experimentar?

MORENO: 
- Como faz para ele rodar?

BRANCA: 
- Meu pai me ensinou. Deixa eu te mostrar como é.

MORENO: 
- Você sabe?

BRANCA: 
- Claro. É assim ô. Você passa esse barbante enrolando o peão, segura firme e joga... Ai ele gira. (Mostra) 
    
MORENO: 
- Que bacana! Da hora! Mas parece muito difícil.


BRANCA: 
- Não. É treino. Quando mais você brinca, mais craque você fica. Deixa eu te mostrar uma coisa. (Pega um saco com bolinhas de gude)  
       
MORENO: 
- Bolinhas de gude! Isso eu sei jogar... É moleza. É só acertar...

BRANCA: 
- Nada disso. Precisamos desenhar no chão um triangulo e no meio desse triangulo uma dúzia de bolinhas seis de cada e quem conseguir tirar mais do triangulo leva todas.

MORENO: 
- Entendi.

BRANCA: 
- Quando brincamos de jogar bolinhas de gude estamos desenvolvendo a concentração, estratégia e a concentração, além dos conhecimentos matemáticos. (Jogam)

MORENO: 
- Você ganhou.

BRANCA: 
- Isso é treino meu amigo.


MORENO: 
- Pra que serve estas pedrinhas?

BRANCA: 
- Pra brincar de sete Marias.
MORENO: 
- Sete Marias?

BRANCA: 
- Isso. Por que são sete pedrinhas para você passar por sete fases.

MORENO: 
- É um jogo?

BRANCA: 
- Exatamente. Vou te mostrar. (Brincam).

MORENO: 
- Você ganha todas!

BRANCA: 
- É que eu conheço. Então fica mais fácil. Isso é prática. Vamos brincar de pique?
         
MORENO: 
- Pique?

BRANCA: 
- É. Eu tapo os olhos, conto até dez e você se esconde e eu tenho que te que lhe encontrar... Mas se você chegar aqui sem eu te vê e gritar salvo. Vence.




MORENO: 
- Beleza! (Brincam) Salvo! Ganhei. E agora, vamos brincar de que?



BRANCA: 
- Que tal brincar de... pique tá?  
       
MORENO: 
- Pique o que?

BRANCA: 
- Pique tá. É a mesma coisa de pega-pega.

MORENO: 
- Ebá! (Brincam) E agora?

BRANCA: 
- De pique alto...
           
MORENO: 
- Peguei.

BRANCA: 
- De pique parede... 
(Brincam) Peguei!

MORENO: 
- Vivo ou morto... (Brincam)

BRANCA: 
- Venci. Se venci posso escolher a próxima.
         
MORENO: 
- Ih! Lá vem bomba!

BRANCA: 
- Vamos brincar de elástico.

MORENO: 
- isso não. É brincadeira de meninas!



BRANCA: 
- Não seja bobo. Com essa brincadeira agente desenvolve o equilíbrio e a elasticidade.

MORENO: 
- Tá bom. Mas ninguém pode saber.

BRANCA: 
- Segredo, segredíssimo!
      
MORENO: 
- Jura?

BRANCA: 
- Juro. (Brincam)
       
MORENO: 
- Sabe que até gostei?! Mais já casei.

BRANCA: 
- Mas já? 
         
MORENO: 
- É... Já.

BRANCA: 
- Mas só está começando. Tem muitas outras brincadeiras...

MORENO: 
- Ainda tem mais?

BRANCA: 
- Muito mais.

MORENO: 
- Vamos brincar de que agora?

BRANCA: 
- Que tal de perna de pau? 
MORENO: 
- Perna de pau.

BRANCA: 
- É. (Pega as latas de leite) 

MORENO: 
- Mas com essas latas?

BRANCA: 
- É só fazer um furo aqui passar o cordão e amarrar neste prego por dentro... Pronto. Temos uma perna de pau.

MORENO: 
- Nossa é legal! (Brincam)

BRANCA: 
- Vamos brincar de corrida de sacos? 
      
MORENO: 
- Aposto que vou vencer. (Estabelece as regras e brincam) Venci.

BRANCA: 
- Por que deixei.
         
MORENO: 
- É ruim, hein?! Sabe mais brincadeiras?



BRANCA: 
- Vamos brincar de passar o anel?

MORENO: 
- Como é?

BRANCA: 
- Vou passar esse anel na plateia e você tem que adivinhar com quem ficou. Se acertar eu pago uma prenda...

MORENO: 
- Prenda?

BRANCA: 
- É... Um mico. 

MORENO: 
- Ah entendi. (Brincam)

BRANCA: 
- Que tal brincar de amarelinha?  
  
MORENO: 
- Sei não...

BRANCA: 
- Pensei que fosse habilidoso.

MORENO: 
- E sou.

BRANCA: 
- Então... Brincar de amarelinha não é só pra meninas. Brincando de amarelinha desenvolvemos a habilidade e também o equilíbrio.

MORENO: 
- Só se você brincar comigo de futebol.

BRANCA: 
- Futebol não. Gol a gol.


MORENO: 
- Beleza. Combinado. (Brincam de amarelinha e depois de gol a gol)

BRANCA: 
- Mas aqui não tem trave.

MORENO: 
- Quem disse que não?! As latas. (Brincam)

BRANCA: 
- Vamos brincar de pular corda? 
   
MORENO: 
- Só se depois brincar de cabo de guerra.

BRANCA: 
- Tá certo. (Brincam) 

MORENO: 
- Vamos brincar de bobinho?

BRANCA: 
- Vamos. 
          
MORENO: 
- Agora aposto que os meninos vão ganhar no cabo de guerra.

BRANCA: 
- Duvido.          

MORENO: 
- Deixa eu fazer uma linha no chão. (Brincam)

MORENO: 
- Meu pai disse que quando era criança gostava de brincar de carrinho, mas o pai dele não tinha dinheiro pra compar. Então ele mesmo fazia os carrinhos dele de caixa de papelão com rodas de tampinhas de garrafas.

BRANCA: 
- Minha mãe fazia suas próprias bonecas com retalhos de pano. E por falar nisso ela me ensinou a fazer uma peteca. Posso te ensinar? Só precisamos de jornal, retalho e barbante. (Ensina) Viu como é fácil? 
  
MORENO: 
- Vamos jogar?

BRANCA: 
- Vamos! (Jogam)
      
MORENO: 
- Sabe o que é engraçado Branca?

BRANCA: 
- O que?  
         
MORENO: 
- Que hoje temos tudo e brincamos tão pouco.

BRANCA: 
- É. As crianças precisam se movimentarem mais...        
MORENO: 
- Por falar nisso... Vamos então brincar de taco.

BRANCA: 
- Taco? 

MORENO: 
- Você não conhece?
BRANCA: 
- Não.   

MORENO: 
- Essa foi meu pai quem me ensinou. Deixa eu te ensinar as regras. Joga-se quatro pessoas. E objetivo é proteger a garrafa. Precisamos de uma bola de ping pong, dois cabos de vassouras e duas garrafas.

BRANCA: 
- Está tudo aqui.

MORENO: 
- Vou ensinar... (Brincam)

BRANCA: 
- Muito legal! Mais quero brincar de bambolê. Sabe rodar?

MORENO: 
- Só nas mãos. É mais fácil pra nós meninos.

BRANCA: 
- É fácil começa pelos braços desce pelo pescoço, vai pela cintura e depois as pernas...  
                              

MORENO: 
- Muito complicado.

BRANCA: 
- Tenta. 

MORENO: 
- Ah, não dá.

BRANCA: 
- Você mesmo muito desengonçado!
MORENO: 
- Que isso?

BRANCA: 
- Foi do meu pai. É um ió - ió.

MORENO: 
- Como se brinca?

BRANCA: 
- Assim oh. (Mostra)
  
MORENO: 
- Sabe Branca... Devíamos brincar mais. Eu estava enganado... Esses brinquedos são bacanas. Mas sabe o que é bem melhor? É poder compartilhar essas brincadeiras com outras pessoas.

BRANCA: 
- E olha que ainda tem muita outras brincadeiras a serem exploradas... Como corrida com colher, adivinhar objetos com olhos vedados, passará, roga, corre cotia...


MORENO: 
- Podemos brincar.

BRANCA: 
- Hoje não mais... Mas se você quiser... Amanhã.  
        
MORENO: 
- Amanhã?

BRANCA: 
- É você pode voltar. E poderemos brincar muito mais. 
MORENO: 
- Claro. Eu volto. Brincar é sempre bom.

BRANCA: 
- Pois é moreno. Brincar é muito importante para o desenvolvimento de toda criança. E um criança que brinca, vive sua infância intensamente, cresce e se torna um adulto feliz, igual ao meu pai e minha mãe.
    
MORENO: 
- Então até logo. Amanhã eu volto.

BRANCA: 
- Combinado.

MORENO: 
- Branca, amanhã vamos brincar de que?

BRANCA: 
- Moreno, amanhã, vamos brincar de brincar.   


FIM

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE...

   ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE...               de Marcondys França PERSONAGENS: CANDIDA MATILDE: Irmã de Cândida. ISABEL: Filha de Cândida. M...